
Serenata
Silvio Caldas
Melancolia e resignação no amor em "Serenata"
Em "Serenata", Silvio Caldas retrata a dor do amor não correspondido com sensibilidade e delicadeza. O verso “olhar entardecente” sugere um sentimento de despedida, indicando que o relacionamento está chegando ao fim, mesmo que o sentimento do narrador permaneça intenso. Ao pedir “não me escutes, nostálgico, a cantar”, ele demonstra resignação, aceitando sua posição de quem ama à distância, sem ser notado ou correspondido.
A canção, composta em 1935 por Silvio Caldas e Orestes Barbosa, carrega o clima das serenatas tradicionais e das modinhas da época, onde o sofrimento amoroso é expresso de forma contida. Metáforas como “A Lua que procura diamante para o teu lindo sono, ornamentar” mostram o desejo do narrador de cuidar da amada, mesmo sem poder estar ao seu lado. O trecho “Na serpente de seda dos teus braços, alguém dorme, ditoso, sem saber que eu vivo a padecer” revela um triângulo amoroso: enquanto outro desfruta da companhia da mulher amada, o narrador sofre em silêncio, com o coração partido. O ciúme aparece como um cão “enjeitado e faminto”, reforçando a sensação de abandono e impotência. A atmosfera nostálgica e a delicadeza da letra, somadas à sua atemporalidade — comprovada por regravações recentes —, fazem de "Serenata" um retrato sensível do sofrimento silencioso de quem ama sem ser correspondido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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