Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

É como mergulhar no rio
E não se molhar
É como não morrer de frio
No gelo polar

É ter o estômago vazio
E não almoçar
É ver o céu se abrir no estio
E não se animar

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

É como esperar o prato
E não salivar
Sentir apertar o sapato
E não descalçar
É ver alguém feliz de fato
Sem alguém pra amar
É como procurar no mato
Estrela do mar

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

É como não sentir calor em Cuiabá
Ou, como no Arpoador, não ver o mar
É como não morrer de raiva
Com a política
Ignorar que a tarde vai vadiar e mítica

É como ver televisão
E não dormir
Ver um bichano pelo chão
E não sorrir

E como não provar o néctar
De um lindo amor
Depois que o coração detecta
A mais fina flor

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível

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Composição: Chico Amaral / Samuel Rosa / Lelo Zaneti. Essa informação está errada? Nos avise.
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