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O cotidiano das ruas em “ABC” de Skrilla pelo alfabeto

Em “ABC”, Skrilla utiliza o alfabeto como estrutura para narrar a realidade das ruas de Kensington, na Filadélfia. Cada letra se transforma em um código ou referência direta ao cotidiano do tráfico, violência e sobrevivência. Por exemplo, em “A for bein' active” e “C for choppin' on these fleas”, o artista traduz experiências pessoais e coletivas em uma linguagem cifrada, tornando a música quase um manual do submundo urbano. O contexto de vida de Skrilla, que começou no tráfico ainda criança, traz autenticidade e intensidade aos versos, reforçando a conexão entre letra e vivência real.

A música mistura referências a drogas (“E for ecstasy”, “K for makin' ketamine”, “Oxycodone, OP”), perdas e traições (“L, takin' losses after loss”, “Q for quittin' on your doggies”), além de menções a figuras do rap e da cultura pop (“X, X, X, X 'Tacion”, “pop my smoke”). O refrão “Zombie Land, I'm zombie man” (“Terra dos zumbis, eu sou o homem zumbi”) destaca a alienação e a sobrevivência automática de quem vive em ambientes violentos e marcados pelo uso de drogas, refletindo a reputação de Kensington como “terra dos zumbis” devido à crise do fentanil. Skrilla transforma o abecedário em um retrato direto e honesto de sua vivência, sem espaço para romantização ou esperança fácil.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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