
Navio Negreiro
Slim Rimografia
Racismo estrutural e resistência em "Navio Negreiro"
"Navio Negreiro", de Slim Rimografia, expõe como as marcas da escravidão ainda moldam o Brasil atual, especialmente nas periferias. A letra faz um paralelo direto entre o passado escravagista e a realidade contemporânea, mostrando que a opressão e a desigualdade continuam sob novas formas. Nos versos “O navio hoje é barca sem vela, só sirene / Navegando na estrada, hoje volante, ontem lemes / O porão é chiqueiro de camburão / Os chicotes e açoites trocados por cacetete e oitão”, Slim compara os navios negreiros às viaturas policiais e a senzala ao presídio, evidenciando a continuidade da violência e do racismo estrutural contra a população negra.
A música adapta o poema "O Navio Negreiro", de Castro Alves, para o rap, com o objetivo de conscientizar sobre a herança da escravidão. O refrão “Somos sonhos, somos luta / Fomos mão de obra barata / Somos arte, somos cultura” valoriza a resistência e a riqueza cultural do povo negro, ao mesmo tempo em que denuncia a exploração histórica. O trecho “Tem um pouco de navio negreiro embaixo de cada viaduto / Em cada lágrima derramada, em cada mãe que veste luto” transforma o navio negreiro em símbolo das injustiças que persistem, como exclusão social, violência policial e marginalização. Ao citar Zumbi, Malcolm X, Luther King e Mandela, Slim conecta a luta negra no Brasil a movimentos globais de resistência. Assim, a música propõe uma reflexão direta sobre identidade, resistência e a urgência de transformação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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