
Às Vezes (part. Nerve)
Slow J
Vulnerabilidade masculina e solidão em “Às Vezes (part. Nerve)”
Em “Às Vezes (part. Nerve)”, Slow J expõe a dificuldade de lidar com emoções profundas, especialmente sob a pressão de padrões de masculinidade. O verso repetido “Às vezes dói mas eu escondo” destaca não só a dor constante, mas também a necessidade de ocultar sentimentos para não demonstrar fraqueza. Isso fica ainda mais claro quando ele afirma: “os homens fortes nunca choram nem na berma da ponte”, resumindo a ideia socialmente imposta de que homens não devem mostrar vulnerabilidade, mesmo em situações extremas.
A música alterna entre momentos de isolamento, como em “eu ‘tou sozinho num café cheio de amigos que me querem ver morto”, e tentativas de manter uma aparência de normalidade, respondendo “tudo tranqui meu puto” enquanto, na verdade, tudo está “tranquei a onde”. Essa duplicidade revela o conflito entre o que se sente e o que se mostra ao mundo, um tema recorrente no hip hop português e presente neste álbum. A participação de Nerve aprofunda a reflexão sobre autossuperação e autoaceitação, ao se descrever como “um homem (imper)feito” que aprende com as marcas do tempo e encara o próprio lado sombrio. No trecho final, Nerve diz: “la felicidad está dentro tuyo, o no logras nada” (a felicidade está dentro de você, ou você não conquista nada), reforçando que a verdadeira superação e paz vêm de dentro. A música se destaca por abordar de forma direta a luta interna contra a solidão, a pressão social e a busca por autenticidade emocional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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