
Cocaína
SNJ (Somos Nós a Justiça)
Realidade das periferias em "Cocaína" expõe ciclo do vício
A música "Cocaína" do SNJ (Somos Nós a Justiça) traz uma visão direta e sem rodeios sobre o impacto das drogas, especialmente a cocaína, nas periferias. A letra destaca como o contato com entorpecentes é naturalizado desde cedo, exemplificado em “Criança de seis anos com um cigarro nos dedos”, mostrando que o vício faz parte do cotidiano de muitos jovens em ambientes vulneráveis. O grupo utiliza relatos reais, como “Vários da função, só sangue bom que viciaram”, para ilustrar a proximidade do problema e conecta essas histórias à vivência dos próprios integrantes, como Cabeça, que enfrentou dependência química e questões legais.
A crítica social é evidente ao denunciar a negligência do poder público em relação à juventude negra e periférica, como em “Observe os pretos sendo tirados no Brasil inteiro”. O refrão “Com a cocaína eu vou parar, eu sei coca eu sei que mata” mistura confissão, alerta e o desejo de mudança, mas também reconhece a dificuldade de romper com o ciclo do vício. Metáforas como “só o pó na capa do caderno” reforçam tanto o desgaste físico do usuário quanto a presença constante da droga. Ao citar nomes como Sabotage, Sandrão e Helião, o SNJ homenageia figuras do rap que também abordaram o tema, mostrando que a luta contra as drogas é coletiva. Assim, "Cocaína" é um retrato realista das consequências do uso de drogas e um apelo à resistência e à busca por alternativas para a juventude das periferias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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