
Quem Dera
Só Pra Contrariar (SPC)
Saudade, esperança e retorno no universo de “Quem Dera”
Apesar de falar de reconciliação, “Quem Dera” nasce num momento de transição do Só Pra Contrariar (SPC): saiu em Bom Astral, último álbum de estúdio do grupo com Alexandre Pires. Esse contexto potencializa o sentimento de perda e apego; o pedido da canção soa como tentativa de segurar algo que escapa. A narrativa é direta: a noite vira manhã e o eu lírico não dorme — “a noite madrugou, se fez manhã / e eu acordado ainda estou” —, sinal de inquietação e vazio. A amada vira sinônimo de vida e alegria, “que é o verão do meu calor”, e o refrão assume tom de súplica: “Quem dera se ela voltasse pra mim agora”.
O exagero emotivo de “meu coração que além de triste chora” é típico do pagode romântico e reforça a dor exposta. Já “vivo sonhando acordado” apresenta a fantasia de um retorno definitivo, detalhada em “ela batendo em minha porta pra ficar / e nunca mais partir”. Há paciência e esperança em “talvez ela não saiba que o meu amor ainda a espera”. Esse foco na saudade e na reconciliação, aliado à repetição de “chora, chora” e à linguagem direta, favorece o canto coletivo e a identificação do público. Não por acaso, a música virou presença frequente em shows e coletâneas do grupo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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