Quatro Dias No Inferno
Sociedade Armada
Carnaval como crítica social em “Quatro Dias No Inferno”
Em “Quatro Dias No Inferno”, a Sociedade Armada subverte a imagem tradicionalmente festiva do carnaval, apresentando-o como um período marcado por caos, violência e alienação. O título já indica o tom de denúncia, e a letra reforça essa crítica ao citar problemas que, segundo a banda, se agravam durante o feriado: “Número de homicídios aumentam / Número de latrocínios também / As pessoas se afogam em álcool”. A escolha de termos como “músicas idiotas” e “temas ofensivos à inteligência popular” mostra o desprezo do grupo pelas músicas típicas do carnaval, vistas como símbolos de alienação e superficialidade.
A música vai além da crítica ao evento, questionando a postura da sociedade diante desses problemas. Ao dizer “Não dá pra entender / Não consigo explicar / Porque o povo brasileiro / Insiste em se menosprezar”, a banda aponta para uma apatia coletiva e para a escolha de valorizar uma festa que, para eles, está ligada à violência e à falta de consciência social. O verso final, “Se carnaval é cultura / Eu quero ser um etérno ignorante...”, resume o tom sarcástico e indignado da canção, rejeitando a ideia de que o carnaval seja um valor cultural positivo. Com uma abordagem direta e crítica, típica do hardcore, a Sociedade Armada transforma a música em um protesto contra a normalização dos problemas sociais durante o carnaval.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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