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Uma Canção Desesperada

Sociedade dos Poetas Mortos

Letra

    Essa vontade imensa de nem sei do quê
    Pra não caber num canto só
    Pra não morrer na ponta aguda de outra língua
    Neruda empoeirado sobre um criado mudo em acaju
    Me toma a força e então me força a não te recusar
    Pra não cair na guilhotina
    Dessa rotina de falar pra fora de quem namora

    Pra não desfigurar prefiro entorpecer
    Na beleza que há em se esquecer de si

    Te amo mais que quase tudo
    Mais que quase qualquer outra coisa apenas
    E tanto faz se nada satisfaz meu ego
    Em alguma prosa que possa ate ser dita

    Essa vontade intensa de só te querer
    Pra não forjar teu riso, a flecha e alvo
    Pra não dizer no surto dos clichês
    Pra sufocar os verbos
    Quente e forte
    Num só corte.

    Composição: Diego Felipe / Nemer Augusto. Essa informação está errada? Nos avise.

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