
Poema Ritimico do Malandro
Sônia Santos
Contrastes e identidade em "Poema Ritimico do Malandro"
"Poema Ritimico do Malandro", interpretada por Sônia Santos, explora de forma irônica e orgulhosa a vida do malandro carioca, destacando tanto o glamour quanto as dificuldades desse universo. Logo no início, versos como “Se pensam que é fácil levar essa vida, enganam-se caros, posição atrevida” mostram que a figura do malandro vai além do estereótipo de quem só vive de festas e truques. Sônia Santos revela o cansaço, os riscos e a rotina exaustiva por trás da postura confiante, desconstruindo a imagem simplista do personagem.
A música também valoriza elementos da cultura afro-brasileira e da boemia, como em “Jogar o baralho, jogar capoeira. Fazer samba á toa, beber noite inteira”, reforçando a autenticidade do malandro e a riqueza cultural dos morros cariocas. O carnaval aparece como o auge dessa vida, um momento de liberdade e inversão de regras sociais: “Chegou carnaval, chegou carnaval! Ninguém quer ninguém e todos querem tudo. Aqui tudo vale qualquer absurdo.” Esse trecho ressalta o tom descontraído da canção, mas também ironiza a brevidade dessa liberdade. O orgulho do samba e da identidade do morro está presente em versos como “Ser bamba no morro, ser sambista de fato” e “Escrevemos samba no asfalto selvagem!”, conectando-se à trajetória de Sônia Santos como defensora da cultura urbana do Rio. Assim, a letra celebra a malandragem, mas sem esconder suas contradições, criando um retrato realista e multifacetado do samba e da vida carioca.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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