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Do Peixoto Ao Tarragoa

Sonido del Alma gaucha

Letra

    São doze dias de marcha
    De peixoto ao tarragoa
    Lá do passo da lagoa
    Até o rincão do marmelo
    De capataz vai don hélio
    No trono de um mouro pampa
    Que leva junto a estampa
    Dos "criollos" do "sincero"

    Vai escorando a culatra
    O benito num bragado
    Que se vai de queixo atado
    Trote miúdo e passarinheiro
    Sombra larga aos ovelheiros
    "biguá", "vampiro", "colera"
    Cuscada buena e campeira
    Garroneando um touro oveiro

    Tropa larga estende o tranco
    Pesando sob o mormaço
    Mas agüenta o tironaço
    Cumprindo a sina bovina
    Que evolução alguma domina
    De ser alimento ao povoeiro
    E sustento para o tropeiro
    Nesse oficio que não termina

    Logo mais descamba a noite
    Trazendo a lua prateada
    Moldada sobre as aguadas
    E a ronda se faz necessária
    Na sina extraordinária
    De cuidar do gado alheio
    E fazer disso um esteio
    Nessa vigília solitária

    Gado entregue, guaiaca cheia
    No retorno dessa ausência
    Os pingos cheirando a querência
    E o tropeiro em seu trono...
    Trazendo um garboso entono
    De ter a missão cumprida
    Honrando o garbo da lida
    De quem não possui dono.

    Composição: Alessandro Mattos / Nino Ferraz. Essa informação está errada? Nos avise.

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