Exibições da letra 1

Davy D. Xebec - Rei dos Abismos (One Piece)

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Eu não fui um pirata
Eu fui a tempestade que partiu a história ao meio
Minha bandeira não tremulava
Ela ordenava que impérios descessem pro chão

Eu caminhei onde deuses tremem
Matei um almirante como quem apaga uma chama
E deixei cicatrizes no mar
Que nem o governo mundial conseguiu apagar

Eu liderava monstros, lendas, calamidades
Não por sorte, não por ameaça
Mas porque até as feras entendiam
Que minha vontade era mais pesada que o oceano

Barba branca, o punho que rachava continentes
Baixava a cabeça quando eu falava
O homem mais forte do mundo
E mesmo ele respeitava minha fúria

Big mom, a fome divina vestida de rainha
Seguia meus passos como um trovão faminto
Ela sabia
Minha ambição era maior que o apetite dela por almas

Kaidou, a criatura mais forte
A tempestade que ruge com dentes de aço
Aprendeu que existe algo mais poderoso que ele
Minha visão de mundo

E atrás deles vinham outros gigantes esquecidos
Shiki, o leão dourado
Voando ao meu lado como se o céu fosse propriedade nossa
Capitão john
Tesouros amaldiçoados brilhando no sangue dos inimigos

Ochoku, chacina encarnada
Don marlon, caos engarrafado
Ganzui, o silêncio antes do fim

Eu não comandava uma tripulação
Eu comandava um panteão de monstros
E nenhum deles, nenhum
Ousou duvidar da minha voz

Porque meu nome
Sussurrado no vento
Fazia reinos inteiros orarem por misericórdia

Nós dominávamos mares como lâminas vivas
Onde passávamos, o horizonte escurecia

As ilhas tremiam ao ver nossas velas negras
Sabendo que alguns reinos não seriam apenas conquistados
Seriam apagados do mapa

Queimamos fortificações
Afundamos armadas inteiras
Tomamos aquilo que diziam ser intocável

E quando o governo mundial ergueu muralhas
Eu derrubei muralhas, soldados, símbolos, crenças
Eu quebrei o orgulho dos tenryuubitos
Sem nem precisar encostar neles
Bastava minha existência

Transformei mares, alterei rotas
Escrevi história com sangue e relâmpagos

E quando o governo enviou um almirante
Para me punir
Ele caiu em silêncio
Sem glória, sem honra
Apenas mais um corpo marcado pelo meu nome

Eles dizem que eu queria dominar o mundo
Mentira
Eu queria reescrever o mundo
Acabar com os deuses falsos
Derrubar tronos vazios
Rasgar mentiras centenárias

Eu não era uma ameaça ao mundo
Eu era a realidade chegando

Eu sou o rei dos abismos, mas protejo quem amo
Carrego cicatriz e orgulho em cada oceano
Mesmo que o mundo me queira derrubado
Eu luto sorrindo, sangrando, quebrado

Se o destino quer guerra, eu sou o fogo que queima
Mas por minha família, até o inferno vale a pena
E se um dia eu perder o controle, me matem então
Roger, garp, é meu pedido, minha maldição

Eu vi segredos enterrados há mil anos
Li nomes proibidos, ouvi ecos de joy boy
O sol apagado pelo medo

E então, diante do trono vazio
Eu fiz a pergunta que nenhum homem deveria fazer

Imu, me responda
Você teme mais joy boy
Ou davy d, jones?

O mundo pareceu parar
O silêncio dele pesou mais que a morte

Foi antes de me pintarem como demônio absoluto
Antes da história me apagar com medo

Eu senti a mão dele entrar na minha mente
Rasgando memórias, dobrando minha vontade

Imu tentou me moldar em arma
Queria que eu destruísse
O que eu mais amava
Minha família, minha tripulação
Meus filhos de guerra

Quando meus braços começaram a se mover sozinhos
Quando senti a marionete crescendo dentro de mim

Eu quebrei
Sim, o indestrutível quebrou

Eu chorei
Não por medo
Mas por ódio de não ser eu

Frustração, fúria, desespero
Um rugido preso
Uma alma acorrentada
Enquanto minhas mãos queriam atacar
Aqueles que eu jurava proteger

Ali eu entendi
Se eu continuasse vivo
Eles morreriam

E pela primeira vez
Eu escolhi o sacrifício

Em God valley, o destino me cercou
Roger à esquerda
Garp à direita
E eu de pé, o mundo tremendo ao meu redor

Não ataquei
Não avancei
Eu só disse, em silêncio

Se eu perder o controle
Me matem então

Esse foi meu último ato de amor
Minha última ordem ao mundo

Eu sou o rei dos abismos, mas protejo quem amo
Carrego cicatriz e orgulho em cada oceano
Mesmo que o mundo me queira derrubado
Eu luto sorrindo, sangrando, quebrado

Se o destino quer guerra, eu sou o fogo que queima
Mas por minha família, até o inferno vale a pena
E se um dia eu perder o controle, me matem então
Roger, garp, é meu pedido, minha maldição


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