
Travessia
Sued Nunes
Resistência e ancestralidade em "Travessia" de Sued Nunes
A música "Travessia", de Sued Nunes, aborda o canto como um ato de resistência e reconexão com as raízes africanas diante do deslocamento forçado. O verso “Eu vim de lá / Me tiraram de casa / Mas tô aqui” faz referência direta à diáspora africana, evocando a memória dos ancestrais que foram arrancados de sua terra, mas que mantêm viva a identidade por meio da cultura e da música. Sued Nunes utiliza a canção para resgatar a ancestralidade africana, destacando a importância de narrar a própria história e afirmar o pertencimento, especialmente enquanto mulher negra.
Os versos “Tem quem dê a bença / Tem quem bata a cabeça / Tem quem descalce pra se plantar” remetem a rituais e práticas de respeito e conexão espiritual presentes nas manifestações culturais baianas, como o samba de roda e as festas de largo. Essas imagens mostram diferentes formas de buscar proteção e força nos ancestrais, sugerindo que, mesmo diante da perda e do deslocamento, é possível reconstruir a identidade. Ao afirmar “eu vou cantar pra retornar”, Sued Nunes transforma o canto em um instrumento de retorno simbólico às raízes, reafirmando a resiliência e a esperança de quem, apesar das adversidades, segue em busca de pertencimento e afirmação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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