Tripeiro Eu Sou
Super Dragões
“Tripeiro Eu Sou”: identidade e juramento nas bancadas
A palavra “Tripeiro” aqui não é só um apelido: convoca a lenda das tripas do século XV, quando o povo do Porto teria doado a carne para as naus e ficado com as tripas, origem do apelido. Cantada pelos Super Dragões, principal claque (torcida organizada) do FC Porto, fundada em 1986, “Tripeiro Eu Sou” soa como juramento de devoção que atravessa a vida do torcedor e a comunidade de arquibancada. Quem fala é um torcedor tripeiro que se dirige ao clube e aos seus, assumindo compromisso total: “A mim não me interessa aonde vais jogar / Seja onde for sabes que eu vou lá estar”. Quando explode “Eu dou a vida para seres campeão!”, não é literalidade, mas a metáfora da entrega: tempo, dinheiro, voz e presença, em casa ou fora.
As emoções que sustentam o cântico — orgulho, união, entrega — aparecem em versos diretos e fáceis de gritar. Ao cantar “Nem a morte nos vai separar / Até no céu eu vou cantar”, a lealdade entra no terreno simbólico: é um exagero intencional para marcar fidelidade eterna e também a ideia de herança entre gerações, mantendo o canto vivo “no céu” e na terra. A repetição do refrão “Tripeiro eu sou / E tenho o Porto no meu coração” e dos versos curtos cumpre a função de arquibancada: facilita o uníssono, fortalece a identidade tripeira e reforça a presença constante. No fim, o canto é um grito coletivo que diz quem canta, por quem canta e até onde está disposto a ir para apoiar o FC Porto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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