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Canto A Eleggua

Susana Baca

Ritualidade e ancestralidade em “Canto A Eleggua” de Susana Baca

Em “Canto A Eleggua”, Susana Baca faz uma homenagem direta a Eleggua, divindade iorubá associada às encruzilhadas e aos caminhos. A música vai além de um simples tributo religioso: ela representa uma reconexão com as raízes africanas presentes na cultura afro-peruana. Expressões como “Iba ara ago” e “Moyuba” são saudações tradicionais em rituais iorubás, usadas para pedir licença e demonstrar respeito ao orixá antes de qualquer comunicação espiritual. Esses elementos mostram como a canção funciona como um ritual de abertura de caminhos, tanto no sentido espiritual quanto simbólico, destacando o papel de Eleggua como mediador e protetor dos inícios.

A repetição de frases como “Eleggua echu lona” e “Laroye” reforça a presença multifacetada dessa divindade, que pode assumir diferentes nomes e aspectos conforme a tradição. Ao interpretar a música, Susana Baca não só presta homenagem a Eleggua, mas também celebra a herança africana que marca a música e a identidade peruana. A mistura de línguas e referências culturais na canção evidencia a resistência e a valorização das tradições afrodescendentes, promovendo um sentimento de pertencimento e continuidade histórica. O caráter ritualístico da letra, aliado à interpretação respeitosa de Baca, transforma “Canto A Eleggua” em um elo vivo entre passado e presente, espiritualidade e cultura.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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