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Dor coletiva e resistência em "Nafiki" de Tabanka Djaz

Em "Nafiki", Tabanka Djaz transforma a dor da perda e do ressentimento em um lamento coletivo, indo além de uma experiência individual para refletir o sofrimento de um povo. O título, que significa "não perdoei", já revela uma mágoa profunda, evidenciada nos versos repetidos: "Kusta n' purda nha mame na kasa ku kansa ku mi / Kusta n' purda kolegas di pitu, amizadi garandi". Aqui, a perda da mãe e dos amigos é sentida como uma ferida aberta, difícil de superar.

A letra utiliza imagens diretas para transmitir sinceridade e saudade, como em "Nha kode sufri, sufri, o! / Dunia ka na lebau" (Eu só sofro, sofro, o mundo não vai melhorar), expressando desamparo diante das dificuldades da vida. O contexto histórico da Guiné-Bissau, marcado por instabilidade e desafios sociais, aparece nesse sentimento de sofrimento contínuo e na incerteza sobre o futuro, reforçada pela frase "Amanha ninguin ka sibi" (Amanhã ninguém sabe). O refrão "Ken na pega nha kolegas ku n' sonbraba ku el / Aos un dia baraka kai, ai, nafiki, n' ka purdau" sugere uma traição ou perda causada por terceiros, alimentando o ressentimento e a impossibilidade de perdoar. Essa mensagem pode ser entendida tanto no âmbito pessoal quanto como uma metáfora para as feridas sociais do país. A repetição e a musicalidade típica do Tabanka Djaz, que mistura tradição e modernidade, intensificam a atmosfera de saudade e resistência, dando voz a sentimentos universais de perda.


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