
Carne e Osso
Taiguara
Afirmação da humanidade e resistência em “Carne e Osso”
Em “Carne e Osso”, Taiguara reafirma sua humanidade diante da repressão vivida no Brasil dos anos 1970, período marcado pela ditadura militar e pela forte censura a artistas. A repetição do verso “Sou carne, sou osso, sou gente” destaca a recusa do cantor em aceitar a desumanização imposta pelo regime. Ao se opor à frieza das “máquinas” e “computadores”, Taiguara critica a racionalidade sem afeto e a repressão institucional, como mostra o trecho “Que cérebro, que máquina, conseguem fazer mais que um grande amor dentro de você”. Ele sugere que nenhum sistema ou tecnologia é capaz de substituir o poder transformador do amor e da sensibilidade humana.
A música também traz uma mensagem de resistência e esperança. Taiguara propõe que o amor pode ser “programado” até mesmo em corações endurecidos, e que a arte — representada pela “lira” e pela “flor” — pode florescer mesmo em ambientes hostis. O verso “Quanto mais ferida, mais diz o que sente” reforça que a sensibilidade e a expressão artística se intensificam diante da repressão, funcionando como resposta ao silenciamento. Assim, “Carne e Osso” se apresenta como um manifesto pela autenticidade, pela liberdade de sentir e pela valorização da essência humana, contrapondo-se à padronização e ao controle social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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