Madeira
Tambolelê
Força e resistência das raízes em “Madeira” do Tambolelê
Em “Madeira”, o Tambolelê utiliza a metáfora da "madeira bruta" para expressar uma identidade marcada pela força, resistência e autenticidade, mas também pela simplicidade e pelo estado natural, ainda não lapidado. Essa imagem reflete o compromisso do grupo em valorizar as raízes afro-brasileiras e os ritmos tradicionais, mostrando orgulho de uma origem que, mesmo considerada simples ou marginalizada, carrega potência e história. O trecho “Que o vento derrubou” sugere uma trajetória de adversidades, mas também de transformação: mesmo após cair, a madeira mantém sua essência e pode ser ressignificada, simbolizando a capacidade de superação e reinvenção.
A música amplia essa ideia ao afirmar: “Eu sou pedra pedreira / Que a corredeira / Do tempo perfuro”. Aqui, a resistência é associada à pedra, que, apesar de ser moldada pelo tempo, permanece firme. As referências à “boca do lixo” e à “fúria mais louca do falador” reforçam o pertencimento a espaços marginalizados e o enfrentamento ao preconceito e à crítica. Ao se definir como “bicho do mato” e “a surpresa do predador”, a canção exalta a força selvagem, a imprevisibilidade e a capacidade de sobreviver e surpreender diante das ameaças. Assim, “Madeira” traduz a proposta do Tambolelê de unir tradição e inovação, mostrando que a cultura afro-mineira, mesmo vinda das margens, é fonte de criatividade, resistência e orgulho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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