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As que nunca cantaron

Tanxugueiras

Vozes silenciadas e resistência em “As que nunca cantaron”

Em “As que nunca cantaron”, do grupo Tanxugueiras, a repetição dos versos “Cantan os que nunca cantaron” e “Berran os que querían calar” destaca o resgate das vozes historicamente silenciadas nas comunidades costeiras da Galícia. A música, composta para o filme “Rondallas”, presta homenagem especialmente àqueles que perderam familiares no mar, transformando a dor coletiva em força e resistência. Isso fica evidente no verso “Escribímoslles unha oda á dor”, onde a canção se torna um espaço de memória e homenagem, permitindo que a arte dê voz a quem antes não podia se manifestar.

A letra também valoriza as tradições e a herança cultural galega. Em “O son que nós traemos / Non nos chegou das estrelas / Chegounos das voces, madre / Das que esculpen a pedra”, a música conecta o presente ao passado, mostrando que a identidade do povo galego é construída pelas experiências e lutas das gerações anteriores. O refrão “Estaba escrito” sugere que essa resistência e celebração fazem parte do destino dessas comunidades. Assim, “As que nunca cantaron” se consolida como um hino de orgulho, resiliência e reconhecimento das raízes, celebrando a força coletiva diante das adversidades.

Composição: Aida Tarrío Torrado / Olaia Maneiro Argibay / Sabela Maneiro Argibay. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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