Mira ira
Tarancón
A ancestralidade indígena e a identidade brasileira em “Mira ira”
Em “Mira ira”, do Tarancón, a escolha de palavras em tupi, como “Mira” (gente) e “Ira” (mel), destaca a valorização da ancestralidade indígena brasileira. A música propõe uma visão do Brasil como uma “Nação Mel”, representando um povo doce, plural e profundamente conectado à natureza. Essa ideia aparece em imagens como “um riacho, cacho de nuvem no azul do céu a rolar”, que evocam a paisagem natural e a ligação espiritual com a terra, aspectos centrais na cultura tupi e em outras etnias indígenas do país.
A letra também faz uma crítica sutil à história de dominação e exploração do continente, especialmente ao mencionar “Nossa América servil”. Em contraste, versos como “Mira ouro, azul ao mar, fonte, forte de esperança” trazem esperança e força. A mistura de referências – “canela, cachaça, bela raça, Brasil” – reforça a ideia de um país formado pela diversidade de povos, cores e sabores, celebrando a resistência cultural. O uso do tupi e a repetição de “Mira Ira” funcionam como um chamado à memória coletiva e à valorização das raízes indígenas. Além disso, a fusão de instrumentos tradicionais com elementos pop no arranjo musical reforça a integração entre passado e presente na identidade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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