
Ainda Te Amo
Telma Lee
“Ainda Te Amo”: dor, franqueza e espera no pós-término
O refrão traz uma ambiguidade decisiva: quando Telma Lee canta “pois não sei fingir que ainda te amo”, pode soar como se o amor tivesse acabado; só que os ad-libs “eu te amo” desmentem essa leitura e expõem a verdade. O sentido mais coerente é que ela não sabe fingir, então assume que ainda ama, mesmo com a dor (“é que dói aqui”) e a espera (“diz se ainda vens”). A letra mostra uma ferida que o tempo não curou, juntando memórias íntimas (“debaixo dos lençóis”/“te abraçar enquanto fazíamos amor”) a imagens de frio e recolhimento (“em tempos de inverno”/“internando os sentimentos por ti”), como se tentasse internar o que dói para ver se sara. Há também o medo de ter sido só um instante para o outro: “Ou será que foi um simples flash?”, pergunta que intensifica a saudade e a urgência por uma resposta.
Esse retrato cru coincide com o que Telma Lee disse sobre “Ainda Te Amo”, single de maio de 2023 lançado pelo selo Dream Nation (de Mallaryah), pensado para evidenciar sua maturidade vocal e emocional. Ela aparece na honestidade de versos simples e repetidos — “Sinto saudades, amor” — e na coragem de nomear a contradição entre querer se curar e continuar a amar. O videoclipe filmado em Luanda ancora a história num cotidiano reconhecível, reforçando que não há exagero melodramático: é a vida quando a ausência ocupa o corpo e o “dói aqui” não passa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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