
Banho de Sangue
Teoria da Perifa
Violência cotidiana e denúncia social em “Banho de Sangue”
A música “Banho de Sangue”, do Teoria da Perifa, expõe de forma direta a rotina de violência nas periferias urbanas. O título já indica o tom da canção, que trata o “banho de sangue” como uma realidade constante, não um evento isolado. O refrão, “Minha quebrada, várias treta, vários bang / Tiro pra todo lado, morte a cada instante”, deixa claro que a violência é diária e resultado do abandono social, repressão policial e falta de oportunidades para os jovens, que acabam tendo suas vidas interrompidas precocemente.
A letra faz críticas contundentes à polícia, referida como “raça do caralho”, e aos políticos, vistos como oportunistas que “só pensam em te roubar” e se protegem com “terno e gravata”. O verso “o demônio tá entre nós usando farda e distintivo” denuncia a presença constante da violência policial, percebida como uma força opressora e maligna. A música também ironiza a alienação social, criticando quem prefere “assistir novela” ou “escutar funk” enquanto ignora a dura realidade. Além disso, questiona a eficácia de manifestações superficiais e eleições manipuladas. Ao afirmar que “não sabe viver na favela, não passa dos 18”, a canção evidencia o ciclo de morte precoce e a desesperança, mas também reivindica o direito de existir e ser exemplo para o gueto, mesmo diante de tanta injustiça. O “banho de sangue” é, assim, tanto literal quanto simbólico, representando o sofrimento coletivo e a perpetuação da desigualdade social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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