
Cunhataiporã
Tetê Espíndola
Identidade regional e afeto em “Cunhataiporã” de Tetê Espíndola
A música “Cunhataiporã”, de Tetê Espíndola, destaca-se por valorizar a herança indígena e a beleza feminina regional, indo além de uma simples homenagem à paisagem do Mato Grosso do Sul. O título, em guarani, já indica essa valorização cultural, enquanto a expressão “Cunhataiporã chero rai rô” (“moça bonita, eu te amo”) reforça o vínculo afetivo com a terra natal e com uma figura feminina que pode ser tanto real quanto simbólica, representando a própria região.
A letra foi inspirada nas viagens de trem do compositor entre Corumbá e Ponta Porã, transmitindo uma sensação de movimento, liberdade e desejo de compartilhar experiências: “Onde você quer ir, meu bem? Diga logo, pra eu ir também”. As menções a cidades e ao rio Paraguai trazem à tona o cotidiano e as paisagens do Pantanal, enquanto o verso “cantando as canções que não se ouvem mais” expressa nostalgia por tradições e músicas antigas. Segundo Geraldo Espíndola, a canção funciona como um “relicário”, guardando memórias afetivas e culturais do interior brasileiro. Assim, “Cunhataiporã” se consolida como uma declaração de amor à terra, à cultura e às lembranças do Mato Grosso do Sul.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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