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Rebeldia e autonomia em "Slave" dos Rolling Stones

Em "Slave", dos Rolling Stones, a repetição do verso "Don't wanna be your slave" (Não quero ser seu escravo) deixa clara a recusa em aceitar qualquer forma de submissão, seja em relações pessoais ou diante de pressões do cotidiano. O tom direto e desafiador da letra, junto à estrutura simples, reforça o sentimento de resistência e exaustão diante de ordens e expectativas externas. Isso fica evidente em trechos como: "Hey, why don't you go down to the supermarket / Get something to eat, steal something off the shelves / Pass by the liquor store / Be back about quarter to twelve" (Ei, por que você não vai até o supermercado / Compra algo para comer, rouba algo das prateleiras / Passa na loja de bebidas / Volta lá pelas onze e quarenta e cinco). Esses versos ilustram tarefas banais e até ilícitas, ressaltando o incômodo do eu lírico com a imposição de obrigações.

O contexto da gravação também é importante: a música traz influências marcantes do blues e do funk, com participações de músicos como Billy Preston e Sonny Rollins. Esse clima de improviso e liberdade musical dialoga diretamente com o tema da canção, tornando a própria execução um ato de rebeldia contra padrões tradicionais. Assim, "Slave" pode ser vista tanto como uma crítica à rotina opressora quanto como uma metáfora sobre a busca por autonomia e a rejeição de papéis impostos pela sociedade.

Composição: Keith Richards / Mick Jagger. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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