
White Moon
The White Stripes
Solidão e idealização em “White Moon” de The White Stripes
Em “White Moon”, do The White Stripes, a figura de Rita surge como uma musa distante e inatingível, evocando a aura misteriosa de Rita Hayworth. A escolha desse nome sugere que Rita representa mais do que uma pessoa real: ela simboliza um ideal, algo que o narrador deseja, mas não pode alcançar. A letra é marcada por imagens surreais e referências cinematográficas, como em “Breaks open the tomb / Of a deserted cartoon that I wrote” (“Abre o túmulo / De um desenho animado deserto que eu escrevi”) e “My own double feature” (“Meu próprio recurso duplo”), que reforçam a ideia de isolamento e de um universo interno onde fantasia e realidade se misturam.
A canção explora sentimentos de perda e solidão, especialmente nos versos “My friends are all dying / And death can't be lying / It's the truth and it don't make a noise” (“Meus amigos estão todos morrendo / E a morte não pode mentir / É a verdade e ela não faz barulho”). Aqui, a morte é apresentada como silenciosa e inevitável, ampliando o tom melancólico. O desejo por Rita aparece em “my nose keeps on bleeding / 'Cause it's rita I'm needing” (“meu nariz continua sangrando / porque é da Rita que eu preciso”), sugerindo tanto um anseio romântico quanto uma busca dolorosa por algo inalcançável. O trecho “The one I adore / And I cannot afford is a ghost” (“Aquela que eu adoro / E não posso ter é um fantasma”) resume essa impossibilidade: Rita é uma presença bela, mas sempre fora de alcance.
A música também traz referências à memória e à nostalgia, como em “Photograph the picture / Young grunt pin-up scripture / For locker-tagged memories of war” (“Fotografe a imagem / Jovem soldado, pin-up das escrituras / Para memórias de guerra marcadas no armário”), sugerindo lembranças idealizadas e distorcidas pelo tempo. O surrealismo se intensifica em versos como “Proto-social is the word / And the word is the bird / That flew through the herd in the snow” (“Proto-social é a palavra / E a palavra é o pássaro / Que voou pelo rebanho na neve”), reforçando o tom introspectivo e a sensação de deslocamento. No final, o verso “I ate what was fed me / 'Til I purged every word in this song” (“Comi o que me deram / Até expurgar cada palavra nesta canção”) revela um processo de catarse, em que o narrador tenta se libertar dessas emoções, mesmo sabendo que Rita continuará como um fantasma em sua vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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