Vida no Campo
Thiago Fonseca
Forte do inverno, a geada branqueando
Gaúcho saindo de laço nos tentos
Cachorrada latindo, no tranco do pingo
Torcendo que a geada não levante com o vento
Num dia de chuva, o poncho molhado
Com vento minuano e enxente no rio
O campeiro na lida, a jornada é comprida
E a bota campeira pra enfrentar o frio
É vida no campo, é lida campeira
É o bolear da perna ao chegar na porteira
É um buenas de longe, é um aperto de mão
É um oh de casa ao chegar no galpão
O campo renova quando é primavera
Imigram as aves e canta o tarrã
O Sol vem surgindo, cerração sumindo
Nos traz esperança em todas manhãs
No final da tarde, que a lida termina
O fogão que aquece cozinha o pinhão
Tem boia campeira e uma prosa faceira
Que acompanha a volta de um bom chimarrão
É vida no campo, é lida campeira
É o bolear da perna ao chegar na porteira
É um buenas de longe, é um aperto de mão
É um oh de casa ao chegar no galpão



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