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Reflexões sobre autoconhecimento em "Atitlan" de Tiago Bettencourt

Em "Atitlan", Tiago Bettencourt utiliza o Lago de Atitlán, na Guatemala, como símbolo central para abordar temas de profundidade emocional e busca por serenidade. O lago, conhecido por sua beleza e significado espiritual, serve como metáfora para o estado interno do narrador. Elementos como chuva, lago e aldeias aparecem na letra para criar uma conexão entre o ambiente externo e os sentimentos do eu lírico, especialmente nos versos “Aldeias ao redor esperam pelo sol / Tal qual como está escrito”, que remetem a ciclos de esperança e renovação.

A figura do “monstro sem alento / De coração tão puro, mas às ordens do vento” representa conflitos internos, como medos e inseguranças, que podem ser superados ao encontrar o “sentido certo”, indicando uma busca por equilíbrio e autoconhecimento. O desejo de transcendência aparece em “E quando eu for maior vou querer ser infinito / Como este lago fundo de aldeias ao relento”, mostrando inspiração na imensidão e no mistério do lago. Já a repetição de “Por onde eu for, por onde andar / Talvez amor, talvez amar” destaca as incertezas do caminho da vida, mas também a abertura para o afeto e a transformação. O refrão “se eu soprar no sentido certo / Vai chover, trovejar / Dormirei sereno” resume a mensagem de que, mesmo diante das tempestades internas e externas, é possível encontrar paz ao agir com intenção e coragem.

Composição: Tiago Bettencourt. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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