
Tem e Não Tem
Tião Carreiro e Pardinho
Contrastes e ironias do cotidiano em “Tem e Não Tem”
“Tem e Não Tem”, de Tião Carreiro e Pardinho, utiliza contrastes e jogos de palavras para destacar as ironias do dia a dia, sempre com bom humor. Logo no início, o verso “A casa do João de Barro tem porta e não tem janela” apresenta a lógica da música: mostrar características curiosas ou paradoxais de pessoas, objetos e situações, com um olhar leve e espirituoso. Esse estilo é típico do pagode de viola, reforçando a tradição oral e a sagacidade da cultura caipira, que os artistas ajudaram a popularizar.
A letra explora duplos sentidos e expressões regionais, como em “Na minha boca tem ponte, mas nunca teve pinguela”, onde “ponte” se refere à ponte dos dentes e “pinguela” a uma ponte rústica, valorizando o vocabulário do interior. Outro exemplo é “O motor do meu carro tem cavalo e não tem sela”, que brinca com a unidade de potência (cavalos) e o animal, misturando referências rurais e urbanas. A música também faz críticas bem-humoradas à sociedade, como em “Tem gente que tem dinheiro, mas não tem felicidade” e “Tem gente que tem diploma, mas não tem capacidade”, mostrando que vantagens aparentes nem sempre garantem realização ou valor verdadeiro. Assim, “Tem e Não Tem” usa a leveza e a inteligência do pagode de viola para provocar reflexão sobre valores, aparências e as ironias presentes na vida cotidiana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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