
Velho Peão
Tião Carreiro e Pardinho
O retrato da velhice e do abandono em "Velho Peão"
"Velho Peão", de Tião Carreiro e Pardinho, retrata de forma direta e sensível a trajetória de um trabalhador rural que, após uma vida de dedicação ao campo, enfrenta a dura realidade do envelhecimento. A letra destaca o contraste entre o passado de força e prestígio, representado em versos como “me vi montado num potro correndo nas invernadas” e “rei dos peão, hoje não pode com o laço”, e o presente marcado pela fragilidade física e emocional. Esse declínio não é apenas individual, mas reflete a situação de muitos peões que, ao envelhecer, acabam esquecidos e sem reconhecimento, mesmo tendo dedicado a vida ao trabalho.
A música também aborda a solidão e o sentimento de abandono familiar. O personagem percebe que sua presença é incômoda para a família, especialmente ao receber “indireta da nora”, sendo acolhido apenas pelo neto, que demonstra carinho verdadeiro. Esse conflito evidencia a falta de compreensão e apoio na velhice, especialmente em ambientes rurais. A imagem das lágrimas como “espelho do meu fracasso” reforça o peso do arrependimento e das escolhas do passado. O desejo de ser enterrado “na sombra de um anjiqueiro, para ouvir de quando em quando, as boiada ali passando” simboliza a busca por manter o vínculo com a vida no campo, mesmo após a morte, ressaltando a saudade e a identidade profundamente ligada à terra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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