
Não É Mole Não
Tião Carreiro e Pardinho
Humor e crítica social em “Não É Mole Não” de Tião Carreiro e Pardinho
A música “Não É Mole Não”, de Tião Carreiro e Pardinho, utiliza humor e ironia para abordar desafios do cotidiano rural, como dificuldades financeiras e relações de trabalho. Logo no início, a letra faz referência à migração em busca de melhores condições de vida: “Casei e vim pra São Paulo, deixei ela na Bahia”. Esse verso retrata uma situação comum entre trabalhadores rurais, mas mantém um tom leve e descontraído. Expressões populares, como “A fome bate na porta o amor pula a janela”, reforçam a sabedoria do sertanejo, mostrando que as necessidades básicas muitas vezes falam mais alto que o romantismo.
A canção também traz uma crítica social ao inverter os papéis de patrão e empregado: “O Patrão já virou prego agora que eu quero ver / O Empregado é o martelo que no prego vai bater”. Essa metáfora, típica do pagode de viola, sugere uma esperança de justiça para quem sempre esteve em desvantagem. O trecho sobre o fuso horário com o Japão acrescenta um toque de humor ao mostrar as diferenças culturais e a dificuldade de conciliar rotinas. No final, o episódio do pato, em que o narrador convida o vizinho mas come tudo sozinho, ilustra o individualismo e a esperteza do personagem. Assim, “Não É Mole Não” valoriza a tradição oral e o olhar bem-humorado sobre as adversidades do homem do campo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Tião Carreiro e Pardinho e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: