
Rancho dos Ipês
Tião Carreiro e Pardinho
Riqueza, hospitalidade e memória em “Rancho dos Ipês”
Gravada por Tião Carreiro e Pardinho em 1967, no álbum homônimo, e escrita por Lourival dos Santos com Tião Carreiro, “Rancho dos Ipês” retrata gente e lugar reais: Echaporã e a família Gonçalves. Quando a letra diz “parece um céu na Terra” e logo afirma “o que mais brilha são garrotes e novilha”, aponta que o sagrado ali é o trabalho com o gado e a fartura do pasto. A hospitalidade aparece quando o visitante “parecia um rei”, enquanto a paisagem dos ipês floridos, que “doura” o rancho, simboliza a riqueza natural e cultural do sertão paulista, onde beleza e sustento caminham juntos.
As menções a Joãozinho, Zézinho e Seu Luís não são decorativas: o contexto confirma a reputação dos Gonçalves no comércio de gado, o que dá lastro à bravata caipira “tem milhões em movimento, fora os capital parado”. O “capital em movimento” é o rebanho vivo pelos pastos; o “capital parado”, dinheiro e bens guardados. Essa lógica volta na imagem do “céu” em que brilham garrotes e novilhas, unindo afeto pelo campo e economia do rancho. No fecho, “um dia quero voltar” costura saudade e lealdade, reforçadas no abraço a Gerardo Prado. Já “a minha esperança é verde eu não deixo madurar” mistura teimosia boa com o verde do pasto que alimenta o gado. A memória, aqui, vira convite de retorno ao Rancho dos Ipês.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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