
A Majestade, o Pagode
Tião Carreiro e Pardinho
“A Majestade, o Pagode” e a coroa popular do Brasil
Lançada em 1988, “A Majestade, o Pagode”, de Tião Carreiro e Pardinho, é um manifesto do pagode de viola — estilo criado por Tião — como força central da cultura popular. A letra celebra a mistura de viola, pandeiro e ginga afro, evidente em referências como “batuqueiro” e “angola”, e afirma a autenticidade do gênero: “o pagode verdadeiro tem que ter som de viola”. Ao recordar o próprio legado, crava: “o pagode em Brasília foi uma bomba que explodiu / Tanto sucesso no Brasil que até hoje não caiu”, e reforça o alcance nacional com “Lá na casa do Ibope fala o pagode primeiro”. As imagens de solidez — “meu pagode é um rochedo / É pedreira que não rola” — e a metáfora “querendo tirar a pinta que tem na pena da angola” defendem que a marca do pagode é indelével.
A canção exalta ubiquidade e permanência: “meu pagode está tinindo no salão e no terreiro” e “tá na boca do caboclo, tá no pé do batuqueiro”. A hipérbole “até Deus é pagodeiro” e o contraste “Carnaval é quatro dias, meu pagode é o ano inteiro” colocam o pagode acima do calendário festivo. O paralelo com o futebol dá status de realeza: “Nasceu em Três Corações aquele que é o rei da bola / O rei do pagode nasceu no braço desta viola”. Assim, a dupla se coloca como referência do gênero e consagra o pagode de viola como coroa popular, perene e legitimada pelo povo — e pelo Ibope.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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