
Viola Divina
Tião Carreiro e Paraíso
A devoção à tradição sertaneja em “Viola Divina”
Em “Viola Divina”, Tião Carreiro e Paraíso transformam a viola caipira em um símbolo sagrado, comparando suas doze cordas aos doze apóstolos da Santa Ceia. Essa analogia mostra como o instrumento vai além do aspecto musical, tornando-se um elo espiritual e quase religioso para o violeiro. O sentimento de orgulho e afeto aparece em versos como “Morro com você nos braços, de joelho lhe prometo”, evidenciando a relação de devoção e companheirismo entre o músico e sua viola, que é apresentada como parte fundamental da identidade do cantador.
Lançada em 1978, a música reflete o desejo de manter viva a tradição sertaneja. Isso fica claro quando a letra afirma: “Enquanto existir viola, cantador tem que viver”, colocando a viola como símbolo da continuidade da cultura caipira. O pedido para “Deus matar a morte, pro cantador não morrer” expressa o anseio de imortalidade por meio da música. A menção ao ano 2000, “se uma viola só existir, garanto vai ser a minha que não parou de tinir”, demonstra confiança na força da tradição, sugerindo que a cultura sertaneja resistirá enquanto houver quem toque. Por fim, a frase “Quem não gosta de viola não gosta de Deus também” resume o tom quase sagrado da relação entre o violeiro, seu instrumento e a fé, reforçando a viola como símbolo de identidade, alegria e resistência cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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