
Reverência
Tiganá Santana
Água e ancestralidade em "Reverência" de Tiganá Santana
Em "Reverência", Tiganá Santana utiliza a água como símbolo central para abordar temas de memória, esquecimento e ancestralidade. O verso “A água do mundo é não lembrar” mostra como a água pode tanto conectar quanto apagar memórias, funcionando como um elo entre o presente e o passado. Ao dizer “Molhar é estender a mão”, o artista sugere que se abrir à experiência e à emoção é uma forma de se reconectar com as origens, especialmente com a figura materna, que representa a ancestralidade e a fonte da vida.
A valorização das culturas africanas e afro-brasileiras, presente em toda a obra de Tiganá Santana, reforça a ideia de que "Reverência" é um tributo à ancestralidade e à importância de manter vivas as raízes. Versos como “No pranto eu me curvo à minha mãe” e “Minha mãe é minha condição” ampliam o significado da mãe para além do literal, representando a mãe ancestral, origem e sustentação da existência. A água, nesse contexto, simboliza o parto, o nascimento e a bênção, como em “No parto à abençoa a minha mãe / E me curvo a minha mãe / Mais do que lhe abençoo”. Assim, a música se constrói como um gesto de respeito e gratidão às origens, à memória coletiva e à força da ancestralidade, usando a água como elemento de união e continuidade entre passado, presente e futuro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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