
As Histórias do Cinema
Tim Bernardes
A experiência urbana e o vazio em “As Histórias do Cinema”
"As Histórias do Cinema", de Tim Bernardes, aborda a sensação de estranhamento que surge ao sair de uma sessão de cinema e voltar à rotina da cidade. O verso “E chegou no fim do filme / De volta aonde começou” mostra como, após se envolver profundamente com as emoções e histórias da tela, a pessoa retorna ao ponto inicial, mas com uma sensação de deslocamento. O silêncio entre os espectadores, que compartilharam risos e lágrimas, destaca o impacto coletivo do filme, mas também evidencia a solidão individual ao retomar a própria vida.
A Avenida Paulista, símbolo da vida urbana em São Paulo, serve de cenário para esse retorno à realidade. A letra descreve a caminhada silenciosa dos espectadores, a imponência dos prédios e o brilho das luzes, como em “Os prédios parecem gigantes / As luzes parecem cegar”, reforçando a sensação de desorientação. No trecho final, “E a vida parece mentira / Por que não quer acreditar / Que as histórias do cinema / É que não podem ser reais”, Bernardes expressa o desejo de que a intensidade e o sentido das histórias do cinema pudessem existir também no cotidiano. A música explora, assim, a fronteira entre ficção e realidade, mostrando como o cinema pode transformar, mesmo que por pouco tempo, a forma como enxergamos o mundo ao nosso redor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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