
Está Difícil De Esquecer
Tim Maia
“Está Difícil De Esquecer”: dor, groove e confissão
Em “Está Difícil De Esquecer”, a frase “não foi nada em vão” não é consolo: dá sentido à perda e explica por que “está difícil de esquecer”. O vocativo “irmão” soa como abraço e testemunha, aproximando o ouvinte do desabafo e combinando com a fala direta e a pulsação soul/funk que Tim Maia consolidava em 1980. As repetições de “difícil” e do refrão criam um efeito de mantra, típico do soul, colando a dor ao groove e mostrando a habilidade de Tim de transformar sentimentos complexos em canção clara e forte.
A narrativa é de quem amou de verdade e percebe tarde que “já havia outro em meu lugar”. “Amei sem razão” pode ser amar sem medida e também sem reciprocidade; “perdi sua mão” sugere perda de apoio e parceria. Quando canta “a marca ficou, ficou / bem marcada”, a imagem é de cicatriz emocional; e “a vida virou, virou / mal tratada” resume o baque: o tempo virou contra ele e o cotidiano ficou áspero. “Minha vida agora é tão vazia e ruim” entrega o vazio pós-ruptura, enquanto “não faça ao outro o que você fez pra mim” funciona como alerta para não repetir o erro. Ao insistir em “não foi nada sem querer”, ele afirma que o que viveu foi consciente e importante — justamente o que sustenta a lembrança e a “que saudade!”, amarradas pelo chamado próximo de “irmão” e pela batida que faz a dor permanecer enquanto a música pulsa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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