
Bichos Escrotos
Titãs
Crítica social e resistência em “Bichos Escrotos” dos Titãs
Em “Bichos Escrotos”, os Titãs usam animais como baratas, ratos e pulgas para se autodefinirem, provocando diretamente uma sociedade que rejeita tudo o que considera feio, sujo ou indesejável. Ao se compararem a "bichos escrotos" e convidarem esses animais a "enfeitar meu lar, meu jantar, meu nobre paladar", a banda ironiza o desejo de pureza e limpeza social, expondo a hipocrisia de quem tenta esconder ou eliminar o que foge ao padrão. O verso "entrem nos sapatos do cidadão civilizado" reforça essa crítica, sugerindo que até mesmo os mais respeitáveis membros da sociedade não estão livres daquilo que tentam reprimir ou ignorar.
O contexto da ditadura militar brasileira, marcado por censura e repressão, intensifica o tom de desafio da música. A canção foi proibida nas rádios e teve o verso "vão se foder" substituído no videoclipe, evidenciando como a letra afrontava os limites impostos pela moralidade oficial. Ao repetir "bichos escrotos, saiam dos esgotos", os Titãs se colocam como porta-vozes dos marginalizados e celebram a resistência do que é considerado indesejável. Assim, a música se transforma em um hino de aceitação da natureza humana por completo, inclusive dos aspectos mais incômodos, e convida o ouvinte a refletir sobre o verdadeiro significado de ser "civilizado".
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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