
Racio Símio
Titãs
Crítica social e ironia em "Racio Símio" dos Titãs
O título "Racio Símio" já provoca uma reflexão sobre a linha tênue entre a racionalidade humana e nossos instintos mais primitivos. A música sugere que, mesmo nos considerando seres racionais, ainda agimos de forma impulsiva e animal. Os Titãs usam a letra para desconstruir ditados populares e expressões do cotidiano, como em "Quem esporra sempre alcança" e "Quem come prego sabe o cu que tem", subvertendo o sentido original dessas frases para criar um efeito de estranhamento e ironia. Essa estratégia evidencia o humor ácido da banda, que utiliza o absurdo para criticar comportamentos sociais e a hipocrisia presente em normas e convenções.
A canção mistura frases desconexas, trocadilhos e referências a situações do dia a dia para mostrar como o senso comum pode ser ilógico ou contraditório. Trechos como "Eu não tenho onde morar / Eu moro aonde não mora ninguém" e "Quem tem grana que dê a quem não tem" destacam desigualdades sociais e a indiferença coletiva. O refrão repetitivo "racio símio" reforça a ideia de que, por trás de toda racionalidade, ainda somos guiados por instintos básicos. Ao ironizar frases como "A razão é sempre do freguês", a música questiona a ideia de verdade absoluta, mostrando que ela é frequentemente moldada por interesses individuais. Assim, "Racio Símio" faz uma crítica bem-humorada à racionalidade humana, revelando como nossa lógica pode ser tão falha quanto os provérbios que repetimos sem pensar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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