
Dívidas
Titãs
“Dívidas” e o peso da cobrança no “Cabeça Dinossauro”
Em “Dívidas”, do Titãs, o vocabulário financeiro vira arma de pressão psicológica. A sequência “Dívidas / Juros” funciona como mantra sufocante, reforçada por “Meu salário / Desvalorizou”, que remete à perda de poder de compra nos anos 80. No contexto do álbum “Cabeça Dinossauro”, a faixa expõe o consumo que virou fardo. A ironia de “dividendos” é central: em vez de lucro, soa como mais uma cobrança que alimenta a engrenagem do crédito.
A voz do narrador oscila entre submissão e defesa — “tenham pena de mim / fiquem longe de mim” —, retratando a humilhação e a raiva de quem é encurralado por credores. O contraste é direto: quem “Vivi como rei” agora se vê soterrado por “Contas / Recibos / Impostos”, enquanto “Diversões / Luxo / Divertimento” retornam como fantasma caro. O sarcasmo aparece ao chamar os cobradores de “senhores”, num misto de deferência forçada e cutucada de classe. O verso “Credores, credores, credores / Agora é assim, o tempo todo” fixa o clima urbano de ansiedade contínua. A levada de ska, nervosa e sincopada, imita a cobrança em loop e dá à música um passo inquieto. Embora rara ao vivo, ganhou destaque quando o álbum foi apresentado na íntegra. O resultado é um retrato seco e tenso do crédito fácil: a conta sempre chega e não há espaço para respiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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