
Dia de Baile
TOKIODK
Conflito social e resistência em "Dia de Baile" de TOKIODK
Em "Dia de Baile", TOKIODK aborda de forma direta a realidade das comunidades marginalizadas, destacando o ciclo de violência e a falta de oportunidades. A repetição da pergunta “Qual motivo eu tenho pra não atirar em você?” evidencia o sentimento de revolta e a desesperança de quem vive sob constante opressão. A música não glamouriza o crime, mas mostra como a ausência de alternativas e a exclusão social levam muitos a enxergar o envolvimento com o tráfico e a violência como única saída. O verso “Se tudo que fazem daí é pra foder o lado de cá” reforça a sensação de injustiça e abandono, responsabilizando o Estado e a sociedade pela perpetuação desse cenário.
A letra também critica a hipocrisia das instituições, como em “O crime pertence ao estado / Nos jornais ele é bem exibido / Os fuzis vão ser devolvidos / Meu ódio é financiado”, sugerindo que o próprio sistema alimenta e lucra com a violência que depois condena. O contraste entre ostentação e sofrimento aparece em versos como “Um quilo de ouro no meu cordão / Kenner e Audemars Piguet / Bonito e cheiroso, fazer o que?”, mostrando que, apesar dos símbolos de status, a vida no crime continua marcada pela dureza e pelo risco. TOKIODK e Xizoh retratam o "dia de baile" como um raro momento de lazer, mas que não esconde a tensão constante, expondo a complexidade do cotidiano nas favelas sem romantização.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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