
Soneto da Fidelidade
Tom Jobim
O amor intenso e presente em “Soneto da Fidelidade”
“Soneto da Fidelidade”, de Tom Jobim, parte do famoso verso “que seja infinito enquanto dure” para propor uma visão realista e intensa do amor. A letra, originalmente um poema de Vinicius de Moraes escrito em 1939, desafia a ideia tradicional de que o amor precisa durar para sempre. Em vez disso, valoriza a entrega total ao sentimento no presente, como mostram os versos “Quero vivê-lo em cada vão momento / E em seu louvor hei de espalhar meu canto”. Aqui, o amor é vivido com intensidade e autenticidade, mesmo sabendo que pode ser passageiro.
A estrutura clássica do soneto, com versos decassílabos e rimas marcadas, remete a poetas como Petrarca e Camões, mas Vinicius traz uma linguagem direta e acessível. Ao ser musicado por Tom Jobim, o poema ganhou ainda mais força, tornando-se um marco da música popular brasileira. O tom sereno e honesto da letra, presente em trechos como “E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ou seu contentamento”, reforça a ideia de viver o amor de forma plena, sem ilusões de eternidade, mas com a certeza de que cada momento vivido com intensidade já é, por si só, infinito.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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