
A Violeira
Tom Jobim
Coragem e reinvenção feminina em "A Violeira" de Tom Jobim
Em "A Violeira", Tom Jobim retrata a força e a resiliência de uma mulher migrante, que percorre o Brasil transformando cada obstáculo em uma chance de recomeço. Inspirada na tradição nordestina e na obra de Luiz Gonzaga, a canção mistura elementos reais e fantásticos, criando uma narrativa que lembra a rapsódia de "Macunaíma". Isso se reflete nos encontros da protagonista com figuras como o chofer de jipe, o caixeiro viajante e o velho marinheiro, personagens que simbolizam as diversas faces do Brasil e os desafios enfrentados por quem busca uma vida melhor em terras distantes.
A letra brinca com o tempo e o espaço, levando a personagem de Araripe a Macapá, do Crato ao Rio de Janeiro, sempre com leveza e ironia diante das dificuldades. O trecho “Ver Ipanema foi que nem beber Jurema / Que cenário de cinema, que poema à beira mar” mistura o real (a chegada ao Rio) com o fantástico (a referência à Jurema, planta ligada a rituais e visões), reforçando o tom mítico da jornada. No final, a protagonista afirma: “Quero ver quem é que arranca nós aqui desse lugar!”, expressando orgulho pela conquista do novo lar e criticando a exclusão social. Assim, "A Violeira" celebra a coragem feminina, a luta dos migrantes por dignidade e a capacidade de se reinventar, sempre com humor e esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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