
O Morro Não Tem Vez
Tom Jobim
Inclusão social e resistência em “O Morro Não Tem Vez”
Em “O Morro Não Tem Vez”, Tom Jobim rompe com a tradição da bossa nova ao abordar a exclusão social das favelas, um tema pouco explorado no gênero. A letra destaca a marginalização dos moradores das comunidades ao afirmar “o morro não tem vez”, mostrando que, apesar de sua grande contribuição cultural, especialmente por meio do samba, essas pessoas continuam sem oportunidades e reconhecimento. O verso “mas olhem bem vocês, quando derem vez ao morro, toda a cidade vai cantar” sugere que a inclusão e valorização dessas vozes trariam benefícios para toda a sociedade, ressaltando o potencial transformador da integração social.
A repetição de frases como “morro pede passagem, morro quer se mostrar” e “abram alas pro morro, tamborim vai falar” reforça o desejo de visibilidade e respeito para a cultura do morro, simbolizada pelo tamborim, instrumento típico do samba. O trecho “é 1, é 2, é 3, é 100, é 1000 a batucar” amplia a ideia de coletividade e força do povo das favelas, mostrando que, mesmo diante da exclusão, existe uma energia vibrante pronta para se expressar. Composta em 1962, a música também se destaca como um protesto sutil contra a injustiça econômica, tornando-se um símbolo da luta por igualdade e reconhecimento das camadas populares brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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