
Borzeguim
Tom Jobim
Crítica ambiental e respeito à natureza em “Borzeguim”
Em “Borzeguim”, Tom Jobim utiliza o termo que nomeia a música, uma antiga bota usada por colonizadores, como símbolo da intervenção humana sobre a natureza. Ao inverter o significado desse objeto e convidar o "borzeguim" a "deixar as fraldas ao vento e vem dançar", Jobim propõe um retorno à inocência e à convivência harmoniosa com o meio ambiente, em vez da dominação e destruição. O refrão "deixa o mato crescer em paz" e as repetições de "deixa" reforçam o apelo para que a natureza seja respeitada e preservada, sem a interferência destrutiva do homem, especialmente do fogo, que representa a devastação das florestas brasileiras.
A letra também valoriza a proteção das culturas indígenas e da fauna nacional, como em "deixa o tatu-bola no lugar", "deixa a capivara atravessar" e "deixa o índio vivo no sertão". Essas frases, ligadas à preocupação ambiental de Jobim, expressam o desejo de preservar tanto o meio ambiente quanto as tradições dos povos originários. As referências à "sexta-feira da paixão" e ao perdão ampliam a mensagem para um chamado à compaixão e ao respeito, sugerindo que a relação com a natureza e com o próximo deve ser baseada no cuidado e na celebração da vida, como em "todo dia é dia de folia". Ao final, a menção à Caapora, guardião da mata, e a repetição de "deixa" reforçam a ideia de que a verdadeira sabedoria está em permitir que a natureza siga seu curso, livre da exploração humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Tom Jobim e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: