
Derradeira Primavera
Tom Jobim
A despedida e o fim do ciclo em “Derradeira Primavera”
Em “Derradeira Primavera”, Tom Jobim inverte o significado tradicional da primavera, que costuma simbolizar recomeço e renovação, para transformá-la em um momento de encerramento. O título já antecipa essa inversão, indicando que se trata do último instante vivido pelo casal. A letra reforça essa ideia ao afirmar: “Só nos resta uma canção”, mostrando que o que permanece entre eles é apenas a lembrança e a despedida, representadas por uma última música compartilhada.
A atmosfera da canção é de despedida tranquila, mas carregada de dor. Isso fica claro em versos como: “O tempo que o amor não nos deu / Toda a infinita espera / O que não foi só teu e meu”. Nesses trechos, Jobim e Vinícius de Moraes abordam a frustração de um amor que não se concretizou totalmente, marcado por sonhos não realizados e por uma espera que nunca se cumpriu. O convite para “chorar comigo” mostra a partilha do sofrimento e a aceitação do fim. A metáfora da “derradeira primavera” transforma a estação das flores em um cenário de adeus e saudade, marcando o fim definitivo de um ciclo afetivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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