
O Rio Da Minha Aldeia
Tom Jobim
A valorização do cotidiano em “O Rio Da Minha Aldeia”
Em “O Rio Da Minha Aldeia”, Tom Jobim interpreta um poema de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, destacando a importância do que é íntimo e familiar em oposição ao que é grandioso e distante. O verso “O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia” resume a ideia central: a verdadeira beleza está no que é próximo e significativo para cada pessoa, não apenas no que é universalmente reconhecido. O Tejo, símbolo de grandeza histórica, é contraposto ao pequeno rio da aldeia, ressaltando o valor subjetivo do cotidiano e do pertencimento.
A letra também explora como o Tejo é famoso e conhecido por todos, enquanto o rio da aldeia é anônimo, mas carrega um significado maior para quem convive com ele. O trecho “E por isso, porque pertence a menos gente, é mais livre e maior o rio da minha aldeia” reforça que liberdade e grandeza podem ser experiências pessoais, ligadas ao sentimento de exclusividade. Ao musicalizar esse poema, Jobim reafirma sua ligação com a simplicidade e a contemplação da natureza, temas presentes em sua obra. O final da canção, “O rio da minha aldeia não faz pensar em nada. Quem está ao pé dele está só ao pé dele”, sugere uma aceitação tranquila do presente, valorizando o que é vivido diretamente, sem buscar significados ocultos ou grandiosos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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