
Sabiá
Tom Jobim
Saudade e esperança no exílio em “Sabiá” de Tom Jobim
Em “Sabiá”, Tom Jobim utiliza imagens como “deitar à sombra de uma palmeira que já não há” e “colher a flor que já não dá” para expressar uma saudade profunda, que vai além de um lugar físico e alcança um tempo e uma realidade que talvez não existam mais. Essas referências reforçam a sensação de exílio e perda, trazendo à tona o desejo de retorno a algo que ficou no passado. O canto do sabiá, pássaro associado à saudade e ao retorno, é um símbolo central na música e faz uma ligação direta com o poema “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, um marco da literatura brasileira sobre o anseio de voltar à terra natal.
Embora alguns tenham considerado “Sabiá” distante do contexto político do Brasil durante a ditadura militar, a canção traz uma metáfora sutil sobre o exílio e a esperança de reencontrar um país idealizado e livre. O verso “Vou voltar! Sei que ainda vou, vou voltar” revela não só o desejo de regressar, mas também a persistência da esperança diante das dificuldades. Já o trecho “Fiz de tudo e nada de te esquecer” mostra que, mesmo tentando se adaptar ou esquecer, o sentimento de pertencimento e saudade permanece forte. Assim, “Sabiá” se transforma em um hino delicado sobre a busca por liberdade, lar e identidade, dialogando tanto com experiências pessoais quanto com o contexto coletivo de um país em tempos difíceis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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