
Samba de Maria Luiza
Tom Jobim
“Samba de Maria Luiza” como retrato afetivo familiar
“Samba de Maria Luiza” é uma declaração de amor paterno em forma de brincadeira musical. Tom Jobim escreveu para a filha de 7 anos e a colocou para cantar com ele, o que faz versos como “Quando eu virar gente grande / Me caso logo com tu” soarem como fala de criança, não como promessa romântica. O refrão repete “O samba de Maria Luiza” e o apelido “Marilu”, como quem chama a menina para dançar, enquanto “Ela canta e ela dança” transforma a cena doméstica em música. A graça está nas imagens simples e carinhosas: “cabelo amarelo” e “dos óio cor de chuchu” pintam um retrato afetivo, e o uso de “óio” e da expressão “pra chuchu” reforça a oralidade infantil. Quando chega “E é por isso que o papai / Já tá apaixonado por você”, a letra deixa claro o ponto de vista: paixão de pai e alegria de vê-la se descobrindo.
Gravada em 1994, no álbum Antônio Brasileiro, a faixa traz a própria Maria Luiza cantando ao lado do pai e divide espaço com “Forever Green”, que também tem sua participação — um prenúncio da trajetória musical que ela seguiria depois, com trabalhos como Casa Branca (2019) e Azul (2023). Assim, “Samba de Maria Luiza” funciona como retrato de família e semente de legado: um pequeno samba feito de afeto, apelido e risada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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