
Brazil (Aka Aquarela do Brasil)
Tom Jobim
“Brazil (Aka Aquarela do Brasil)”: memória e pertencimento
Ouvida na interpretação e no arranjo de Tom Jobim, “Brazil (Aka Aquarela do Brasil)” ganha um tom íntimo e contemplativo, menos triunfal que muitas releituras. A invocação “Deixa cantar de novo o trovador”, sob a “merencória luz da lua”, desloca o elogio ao país para a cena de uma serenata: celebração filtrada por memória e uma saudade mansa.
As imagens constroem o Brasil como personagem: “dona… arrastando / o seu vestido rendado” pode ser uma amada concreta e também a pátria, idealizada com graça e tradição. Quando surge “Meu Brasil brasileiro / Meu mulato inzoneiro”, a mistura vira emblema nacional; “inzoneiro” sugere esperteza faceira, charme malandro e afeto. Já “Ô Brasil do meu amor / Terra de Nosso Senhor” convoca devoção e pertencimento, enquanto o refrão “pra mim, pra mim, Brasil” marca um vínculo pessoal, quase de posse carinhosa, que transforma o país em motivo de canto e cuidado.
Composta por Ary Barroso em 1939, “Aquarela do Brasil” atravessou décadas como símbolo de identidade brasileira. A versão de Jobim em Stone Flower (1970) reforça a leitura serena e sofisticada e ajudou a difundir a canção no circuito internacional; o tema foi gravado por muitos, inclusive Frank Sinatra. No cinema de Terry Gilliam, em Brazil (1985), ela surge em contraste irônico com um mundo distópico, mostrando como esse “pra mim, pra mim, Brasil” pode funcionar como exaltação, desejo e lembrança persistente, conforme o contexto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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