
Lá Vem a Onda
Tom Zé
A Dualidade e a Submissão em 'Lá Vem a Onda' de Tom Zé
A música 'Lá Vem a Onda' de Tom Zé é uma obra rica em metáforas e dualidades, explorando a complexidade das relações humanas. A letra apresenta uma série de oposições entre o eu lírico e uma figura feminina, simbolizando uma relação de submissão e contraste. A 'onda' que vem e leva o eu lírico para a 'casa dela' pode ser interpretada como uma força irresistível que o arrasta para uma situação de dependência ou fascinação.
Tom Zé utiliza uma série de metáforas para descrever essa relação. Ele se coloca como 'escravo', 'crime', 'fera', 'noite', 'chope' e 'aquele', enquanto a figura feminina é descrita como 'canela', 'cela', 'bela', 'vela', 'fivela' e 'aquela'. Essas metáforas sugerem uma dinâmica de poder e submissão, onde o eu lírico se vê em uma posição de inferioridade ou subjugação. A repetição da palavra 'ela' reforça a centralidade dessa figura feminina na vida do eu lírico, quase como uma obsessão.
A parte final da letra, com as palavras 'Suça sucinha sucê sassarica sossegá sou seu só seu', adiciona um tom de rendição e aceitação. O eu lírico parece se conformar com sua condição de submissão, aceitando ser 'só seu'. Essa rendição pode ser vista como uma crítica à passividade ou uma reflexão sobre a inevitabilidade de certas relações. Tom Zé, conhecido por seu estilo experimental e suas letras provocativas, utiliza essa música para explorar temas de poder, submissão e dualidade de maneira poética e complexa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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